Durante muito tempo, medi as palavras que eu usava por não entender como o mundo funcionava; porque talvez eu tenha trazido essa característica com a minha vivência "individual", tenho que lembrar aqui também que somos consequência de um mesmo sistema económico que prevaleceu durante muito tempo, e deixou danos, difícil de mudar, mas não impossível.
A fala é de grande poder, de um poder tão além do que eu conseguiria explicar aqui. Eu sei que existe esse poder, e quando entendi sua existência, eu tive medo, duvidei da minha própria existência subjetiva e deixei a emoção falar em grande parte das vezes. E talvez todo esse role da fala seja sobre isso, deixar a emoção falar sem causar tanto dano quanto ações simples que fazem parte desse caos que a gente vive.
Mas como viver sabendo do poder que sua fala tem? Talvez a melhor alternativa seja tratar o seu "outro", o "não eu", como se realmente ele fosse uma extensão de você, com limitações de um humano que esteja só preocupado consigo mesmo procurando sentido dentro desse caos que a gente vive. Quando a gente começa a tratar as pessoas com amor é como se a energia que emanasse da gente fosse tão positiva que parece que nada ira nos atingir ou que somos invencíveis, mas vou te contar um segredo, não somos, e o acaso pode sempre colocar situações que você pode não entender o porquê de cara. O que importa não é a linha de chegada, e sim a trajetória por essa narrativa.