É complicado escrever sobre coisas do coração, tudo parece tão clichê e obsoleto, mas vamos lá...
Eu sinceramente não acho que eu vá viver uma história de amor digna de filmes, apesar de que esperar isso é ingênuo; porque vivemos numa realidade diferente das histórias romantizadas que a cultura do entretenimento constantemente nos entrega essa utopia tão atraente.
Quando eu surtei, foi por gostar de um garoto e ficar cega perante o que era real ou não. Essa confusão no meu inconsciente foi se intensificando por diversos fatores, um deles é que eu não comentava diretamente o que se estava passando pela minha mente, e quando comentava ninguém me dava um toque no sentido de "gata, tu está alienadissima, sai dessa".
No começo de tudo, tive momentos que o real não batia com o que eu estava idealizando, e talvez por não saber lidar com a rejeição que foi explicitamente apresentada, eu tenha agravado tudo, infelizmente.
A moral de tudo, eu ainda não sei. Mas como no começo, no fundo eu sei que eu não sei lidar com relações desse tipo. É algo mais forte que eu, não sei se vou aprender algum dia, ou se o futuro me aguarda coisa pior do que ser internada, amarrada e dopada de remédio. O que eu sei é que eu preciso cuidar mais de mim, sem me cobrar tanto. Eu sou o que eu sou, talvez não seja o ideal pra certas pessoas, e está tudo bem, somos diferentes, com bagagens de experiências diferentes. Não posso exigir ninguém a se adequar ao que eu espero, nem tentar me adequar a certas normatividades. No entanto, assumimos certas performatividades, de acordo com o espaço que a gente ocupa; as pessoas ao redor definem muito nosso comportamento, e isso que é o mais louco, Judith Butle fala algo sobre essa performatividade, fica a dica de leitura.